Hip Hop não tem cor
Só preto e branco na fita sem preconceito.
Hip Hop de favela, maluco é desse jeito.
Corre os quatro cantos do mundão perdido.
Nas cadeias lotadas, nos refúgios, nos abrigos.
Mostra pros moleques o caminho pra seguir.
O bagulho é a trincheira do soldado sem arma.
Apenas com arte enfrenta a bala da farda.
Não deixa falha, mostra o poder da ralé.
Pilantra existe, mas pode vir que já é.
Ele trouxe a esperança pra muita gente.
Auto-estima pra quem era inconsciente.
O Hip Hop chegou, a semente foi plantada.
E o resultado? A revolução iniciada.
America Latina à fora, o Hip Hop se renova.
Salva vidas, ate causa intriga, o bang é foda.
Não é moda pra quem é linha de frente.
Mas oportunistas vivem entre a gente.
Cada país vem com sua cultura.
Porém o que impera é o estilo das ruas.
Não importa o traço do graffiti morô.
Nem a ginga da dança q o b.boy inventou.
O rap de protesto cantado sem medo.
O DJ fazendo scratch com as pontas dos dedos.
Cada um se define no seu segmento.
A cultura se alastra com seus elementos.
Criado em prol da união dos povos.
O aprendizado valeu por tantos esforços.
Em outras línguas o rap relata a verdade.
Vi muros grafitados em varias cidades.
A distancia pra nós nunca foi barreira.
O pensamento é único não existem bandeiras.
Pra levantar e dizer que fulano é certo.
Aqui nem cola sai fora desafeto.
O que escrevo o sistema não admite.
Fica mordido, critica e reprime.
Espanhol, inglês, árabe, português.
Tupi, esquimó, vejam só vocês.
Quem vai confrontar o poder do Hip Hop?
Desde a África do Sul à favela do Heliópolis.
Olhe ontem, hoje, veja a desigualdade.
Enquanto houver injustiça.
O Hip Hop é o contra ataque.
www.fantimanumilde.blogspot.com



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