sábado, 19 de dezembro de 2009

Hip Hop não tem cor

Hip Hop não tem cor

Só preto e branco na fita sem preconceito.

Hip Hop de favela, maluco é desse jeito.

Corre os quatro cantos do mundão perdido.

Nas cadeias lotadas, nos refúgios, nos abrigos.

Mostra pros moleques o caminho pra seguir.

O bagulho é a trincheira do soldado sem arma.

Apenas com arte enfrenta a bala da farda.

Não deixa falha, mostra o poder da ralé.

Pilantra existe, mas pode vir que já é.

Ele trouxe a esperança pra muita gente.

Auto-estima pra quem era inconsciente.

O Hip Hop chegou, a semente foi plantada.

E o resultado? A revolução iniciada.

America Latina à fora, o Hip Hop se renova.

Salva vidas, ate causa intriga, o bang é foda.

Não é moda pra quem é linha de frente.

Mas oportunistas vivem entre a gente.

Cada país vem com sua cultura.

Porém o que impera é o estilo das ruas.

Não importa o traço do graffiti morô.

Nem a ginga da dança q o b.boy inventou.

O rap de protesto cantado sem medo.

O DJ fazendo scratch com as pontas dos dedos.

Cada um se define no seu segmento.

A cultura se alastra com seus elementos.

Criado em prol da união dos povos.

O aprendizado valeu por tantos esforços.

Em outras línguas o rap relata a verdade.

Vi muros grafitados em varias cidades.

A distancia pra nós nunca foi barreira.

O pensamento é único não existem bandeiras.

Pra levantar e dizer que fulano é certo.

Aqui nem cola sai fora desafeto.

O que escrevo o sistema não admite.

Fica mordido, critica e reprime.

Espanhol, inglês, árabe, português.

Tupi, esquimó, vejam só vocês.

Quem vai confrontar o poder do Hip Hop?

Desde a África do Sul à favela do Heliópolis.

Olhe ontem, hoje, veja a desigualdade.

Enquanto houver injustiça.

O Hip Hop é o contra ataque.

www.fantimanumilde.blogspot.com

www.myspace.com/fantisolo

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